Mudanças…

2009 foi um ano que eu decidi que iria me jogar fora. Ia fazer festa como nunca fiz, não iria me apaixonar, agiria por instinto, só levaria a sério o que realmente tivesse que levar.

Bem verdade que ainda assim me estressei bastante com monografia e formatura, mas juro que poderia ter sido bem pior.

Tive pessoas boas do meu lado, tive meus maus momentos, tive de tudo. Realmente 2009 foi diferente de tudo o que eu tinha vivido até então. Não considero um ano crucial, mas um ano que dediquei a mim mesma, aos meus quereres e pronto.

Sabia que ele iria terminar e eu precisaria tomar outras atitudes, precisaria levar as coisas mais à sério, precisaria me sentir mais mulher.

E assim fiz, todos os 4 meses que já se passaram de 2010 eu me dediquei à OAB, e confesso que poderia ter me dedicado bem mais, ainda sou reflexo de 2009. Mas enfim, eu não lia um livro que gostaria de ler pelo simples fato que a consciência ficava pesada por eu não estar estudando, eu não visitei amigos, pouco saí de casa.

Agora acabou a OAB e me sinto totalmente perdida, não tenho meu blog de contos, meus amigos foram embora para outras cidades, outros já estão casados, e ainda há os que sempre moraram longe.

Pra minha sorte tenho o meu namorado, mas me sentiria mal se exigisse dele mais atenção do que me dá.

Acho que é só questão de adaptação porque as coisas tendem a dar certo. Eu só me sinto um tantinho sozinha, é bem verdade. Minha vontade era de pegar minha Dom Braga, inventar alguma mistura, e rir sozinha, me divertir sozinha, exatamente como fiz em 2009. Só que não sei mais ser daquele jeito e também sei que nem posso ser. Hoje até o dormir sozinha me inquieta.

Eu e minha eterna briga com as mudanças…

Sou apenas uma guria interiorana, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes…

Não sei comer com hashi, aliás, nunca experimentei comida japonesa. Não tenho fotos na neve com ou sem esqui, nem foto em algum ponto turístico, daqueles que todo mundo vai quando criancinha. Nunca fui a um zoológico. Nunca escalei nada além da porta do meu quarto (a long time ago).

Não pulei de para-quedas, muito menos de bung jump, ainda não tenho tatuagens. Sei nada de vinhos, de bebidas em geral, e não tenho o paladar apurado.

Mal sei distinguir perfumes cítricos dos amadeirados. Divido-os entre os que gosto e os que não gosto. Eu gesticulo quando falo e às vezes minha risada é alta.

Tenho problemas com o silêncio, não consigo ficar quieta. Eu falo com quem eu não conheço e eu estendo a mão. Eu reparo nas pessoas, não nas roupas, mas na face, se triste ou se feliz. E eu esboço um sorriso, quase um pedido de desculpa por adentrar no mundinho de cada um.

Eu tenho problema com o salto alto, pra combinar roupas, dependendo o zebrado e o tigrado poderiam formar um belo par. Não gosto de tigrado mas queria um vestido assim.

Meu cabelo é um caos. Sempre foi, desde que eu comecei a “cuidá-los”.

Sei as regras básicas de etiqueta, mas por vezes tenho vontade de colocar o cotovelo sobre a mesa e escorar minha cabeça pra continuar a conversa.

Eu fui 2 vezes na vida para a praia. Nunca saí do Rio Grande do Sul. Fiz minha primeira viagem sozinha aos 14 anos pra casa dos meus avós, e somente aos 19 viajei novamente sozinha, com um pouco mais de briga, afinal, a ‘capital’ não parecia um lugar apropriado pra mim, em meio a tanta gente desconhecida, na real, sem conhecer ninguém de verdade.

Nunca tentei pular a janela no meio da noite, nunca usei qualquer tipo de droga ilícita, e nunca achei divertido que usassem perto de mim. Cada um com seu livre-arbítrio, mas…

E na minha total deselegância, no meu desconhecimento e ignorância, de toda a minha caretice, posso jurar que não há rotinas em minha vida. Sempre tenho novas histórias e por vezes inacreditáveis.

Não estou convidando ninguém a me conhecer e nem estou dizendo que faço da minha vida um Walt Disney World, mas dentro das minhas limitações, dentro das minhas posses e com tudo que até hoje pensei em fazer, sei que minha vida não se finda tão fácil.

De tédio eu não morro! Então, por favor, não tenta me julgar mais, ok?

;)

Ensaio sobre a paixão

Quando falta paixão, parece que uma parte do coração não bate. Ou bate mais fraco, descompassado do resto, como se uma marcha não entrasse. A vida fica meio borocoxô, por mais que todo o resto ande bem. Tu tem um bom emprego, tá feliz com o corpo, tua casa é confortável e tá quitada, mas... E daí? Sei lá, parece água morna.
Talvez seja isso. A vida fica morna sem paixão. Não to falando só de paixão “carnal”, aquela que não te deixa pensar direito. É paixão pelo que tu tem, pelo que faz, pelo que quer. Por tudo que ainda vai conquistar, talvez até paixão por tudo aquilo que ainda vai querer.

Sei lá se é verdade que a paixão só dura dois anos, talvez até seja. Mas, E QUE dois anos serão! A paixão é o sal, o açúcar, o manjericão e a pimenta das coisas. É o queijo da pizza, o gás da Coca-Cola, a cereja do bolo. As coisas funcionam sem paixão, mas perdem toda a graça.

E indo diretamente à paixão que interessa. A que atiça corpo e alma, que arrepia, que faz suar, que faz dilatar, que ruboriza e saliva. Essa que tanto falta, que tanto sobra. Paixão não é só química, sabe. É a matemática de somar e multiplicar, é literatura, é educação física. É desafiar as leis da física, é aceitar as leis da biologia. É gemer igual bicho, é tremer igual folha, é flutuar como nuvem e derreter feito neve.

Paixão é um sentimento tão forte que dá água na boca só de pensar, de lembrar que existe. A saudade da paixão doi mais, o cheiro da paixão é mais forte, a lembrança da paixão é mais viva.

Difícil é se apaixonar por quem a gente ama. E tem que ser difícil mesmo, tem que ser batalhado, tem que insistir, porque amor com paixão é sentimento completo. É café com leite, morango com chocolate, praia com sol, cerveja gelada, é riso de criança.

Bom mesmo é ter motivos para se apaixonar todo dia, seja pela vida que escolheu, seja por quem também te ama. Vai por mim, isso é basicamente felicidade em drops!

No Divã

Tenho uma história de amor e ódio com a Martha Medeiros. Amor porque adoro quase tudo que ela escreve e o ódio porque gostaria de ter escrito tudo que ela escreve. Simples assim.

Li o livro “Divã” numa época errada. Tinha lido anteriormente o “Trem-Bala” e o “Non-stop” que são de crônicas, e logo começaram minhas provas da faculdade  e o Divã era lido entre os estudos, o que me impedia de realmente absorver o livro também.

Até porque eu tinha 19 anos, não que hoje eu seja muito mais velha, tenho atualmente 22, mas com 19 anos, ao contrário da maioria das gurias da idade, eu não me sentia uma mulher ainda, não me via como uma, me sentia menininha, pirralha, sem-sal, não achava que ia crescer, que iria me apaixonar, mal sonhava e fazia planos.

Pois bem, hoje tirei 2 horinhas do meu dia pra assistir o filme baseado no livro. Eu quase tive um treco de tanto rir. Eu pausava o filme pra poder respirar, rir. Sem contar a identificação. Logo no início do filme ouço a fala:como uma mulher que usa um echarpe rosa pode pensar que pode ser minha amiga? Isso é mais do que eu, sou eu cuspida e escarrada.

Claro que a trajetória do filme é totalmente diferente da minha vida, mas a felicidade da personagem principal, Mercedes, mesmo nos dramas do dia-a-dia é uma identificação incomum. Aliás, poucas pessoas no mundo são tão felizes quanto eu, assim, de sempre ter sido feliz, infância, adolescência, não conto idade, conto lembranças.

 Se eu tive problemas um dia, não foi por falta de felicidade...

Tudo isso é pra dizer que eu recomendo o filme, tenho certeza que haverá identificação em algum momento e a risada será garantida. Vale a pena.

Eu odeio tanto a Martha Medeiros nesses momentos. Ah, como eu queria ser ela!!! Não é loucura, é?

Quase mãe - ou já mãe?


Eu não fui criada pra maternidade, sabe? Aliás, não fui criada pra ser a típica mulher de antigamente. Não sei lavar roupa na mão, odeio limpar casa. Sei cozinhar – e muito bem – porque a genética é forte na família do meu pai. Nunca gostei de brincar de bonecas, nunca me imaginei grávida. Aliás, nunca me imaginei sequer casada!

Agora tenho 33 anos, trabalho no que sempre sonhei – publicidade – estou casada há quase 6 anos e estou grávida de 9 meses. E sabe que tô muito feliz com isso tudo?
Falando especificamente da gravidez: passam a vida toda te dizendo que é a melhor fase da vida de uma mulher, né? Pois não é bem assim. Ou melhor, é, mas não é. Confuso? É assim que a gente fica!
Mulher já é um bicho difícil por natureza, imagina com a explosão hormonal da gravidez? Bem, vamos do começo. Descobri que estava grávida com 6 semanas, comecei a me cuidar desde então. Não sei se por isso ou pela já citada genética, mas não enjoei, não engordei, não tive desejos nem tonturas. Minha barriga começou a aparecer lá pela metade do quarto mês, mas os seios já vinham imensos desde o começo. Isso me fez curtir um outro lado da gravidez: o da imaginação. Eu sentia meu filho mexendo – e como mexe, esse guri! – e ficava divagando sobre como seria, quem seria, como eu seria quando ele viesse a ser... Sempre com brilho nos olhos, sempre radiante, sempre agradecida.

Aí começaram as dificuldades. Surtei. Crises histéricas mesmo, sabe? Tipo uma TPM na enésima potência, algo tipo “o arroz ficou sem sal” e um ataque de choro que me fazia sentar no chão e berrar, provavelmente o que meu filho vai fazer um dia, lá no supermercado (tomara que eu me lembre disso e dê muita risada). A barriga começou a crescer, perdi meu guarda-roupa, perdi a agilidade, perdi o fôlego! Mas o corpo é realmente uma máquina perfeita: nessa fase o organismo libera mais serotonina, ou seja, a gente fica linda! O apetite sexual aumenta, a sensibilidade idem, a gente fica atraente pra burro!

O tempo vai passando e a criança vira uma parte sua. Incontrolável, diga-se de passagem. Tô aqui digitando e meu Pedrão tá provavelmente pulando corda com o cordão umbilical. A gente se habitua com o ritmo do bebê, percebe seu tempo e suas reações. E isso tudo é mágico! É algo de... sei lá, até hoje não achei a palavra... divino? Deve ser. Tem uma vida dentro de mim, gerada com todo o amor do mundo, cuidada com todo o zelo.

A gente começa a ser mãe quando descobre a gravidez. Na verdade, acho que até um pouquinho antes, porque o instinto nos diz que estamos “prenhas”. Tal qual bichos mamíferos (que somos), percebemos cheiros, cores e gostos de uma forma nova. De repente é pra ter uma visão diferente das coisas mesmo, já que vamos passar vários anos explicando porque o céu é azul, porque kiwi é doce ou “o leite não vem da caixa, meu filho”.

Meu filho. Ontem ele tava hiperativo e eu perguntei “o que foi, meu filho? Assim você machuca a mamãe!” e me deu um pânico. Essa pequena criatura vai depender só de mim, e eu vou depender só do pai dele, aí a gente se acerta e vamos crescendo como uma família unida.

É, família. Eu, que não pensava em casar nem ter filhos, hoje tenho muito orgulho em dizer que tenho uma família feliz.


Texto publicado no blog Novas Ideias http://www.blognovasideias.com

Formalidades




Pensa em alguém que odeia formalidades. Pensa!
Obrigada, agora esqueça ela e venha a mim, até porque eu concordo com essa pessoa.
Detesto formalidades, protocolos, padrões, exatamente tudo aquilo que os juristas mais prezam. Onde eu fui me meter?
Pois é, não estou dizendo que seja um sacrifício estar bem arrumada, faz bem pra gente mesma, mas e quando nos sentimos mal com a roupa que estamos usando?
Eu sou uma pessoa que usa roupas muito mais alternativas, aliás, quase jogo somente as roupas por cima de mim, e fico pensando que se eu tivesse um corpo dentro dos padrões em que qualquer roupa entrasse e ficasse bem, eu seria um escândalo. Talvez nem tanto, bem verdade que tenho uma enorme preguiça de ficar me arrumando, o que não é legal pra mim, nem pro meu corpo, nem pra minha cabeça.

Teve uma época da minha vida que aderi o estilo "seu Madruga" de ser, e não adiantava, era só o que encontrava em meu guarda roupa, camisetas (bem grandes) escuras (leia-se, pretas), calças jeans e allstar. Assim sendo, tão sexy quanto uma avestruz correndo, passei longos 3 anos da minha vida. E não tinha calor no mundo que me fizesse por ao menos uma regata e vestidos jamais estariam no script.
Auto-estima, oi?
Pois é, aí entrei na faculdade de Direito e achei que as coisas não me influenciariam, e de fato, acredito que não me influenciou. Eu continuiei indo de allstar até o último dia de aula, coisa que acho que nenhuma das minhas colegas usaram. Os guris sim, uns quantos se renderam ao sistema e notaram que não tinha coisa melhor que um allstar, mas estes foram basicamente os guris que adoravam se juntar pra beber, pra escutar rock n' roll e pra fugir das formalidades.
Toda vez que, obrigatoriamente, eu tive que vestir um terninho não via a hora do dia acabar. Aliás, eu joguei boliche de terninho e salto alto, por culpa disso que perdi (de lavada, mas isso é outra história).
E agora já estou formada, iniciando minha Pós-Graduação e sei que posso ser uma profissional compentente, e preciso passar seriedade no meu trabalho para as pessoas. Como se faz isso? Através das roupas, dá pra acreditar? Advogados vão ao Fórum de roupa social, calça, camisa, e não muito difícil, de terno. Difícil uma jurista que não está se equilibrando em um salto alto mesmo na correria do dia a dia. E isso não são estilos, é praticamente uma obrigação andar assim para passar essa tal seriedade.
Sabe quando tu para e pensa: poHHa, agora tenho que tomar jeito. ? Pois é, tá na minha vez, e talvez eu seja tudo aquilo que sempre detestei.
Quando for escolher uma carreira a seguir, inevitável perguntar: com que roupa eu vou?!

Mulher Fresca

Antes de ser apedrejada, to falando de mim. Pronto!

Eu sou fresca mesmo pra algumas coisas, como pisar na grama com os pés no chão.

Sigo algumas manias, com cheiros, com limpeza e com o calor. Odeio calor. Viro um bicho se alguém mexe nas minhas coisas, fico mau-humorada quando sou contrariada, não lido muito bem com críticas. Eu admito.

Mas tem coisas…

Tomar Whisky. Eu não acredito que alguém no mundo goste de tomar essa coisa. Sim, eu já tomei por simples parceria, aliás, tomei até demais, mas porque tinha o gostinho do redbull ou da coca-cola, nem lembro, sei que pelo whisky em si, não foi. Não consigo ver a mínima diferença, a não ser do preço, entre um Jack Daniels e um Drürys. Não consigo entender quem acha whisky o máximo. Pra mim, whisky e a coisa mais fresca de todas.

Do vinho vou passar por cima, às vezes gosto de uma taça, mas tem que ser no inverno. Suco de uva alcoólico e fermentado e tem gente que gasta uma grana com isso, mas enfim, tem gente que come ranho, né?

Gosto é gosto!

Outra coisa, energéticos… estava falando com uma pessoa, pra preservar o emprego dela não citarei o nome, sobre o que é o energético. A resposta dele foi a seguinte: é um refrigerante que gera uma energia psicológica nas pessoas. Aí eu tive que concordar. Eu tomei umas 3 latinhas de energéticos durante a semana pré-prova da OAB e tinha o mesmo sono e cansaço de sempre, por isso questionei essa pessoa que trabalha em uma ‘fábrica’ de energéticos até beeeeem conhecida. Energético realmente é coisa pra gente fresca.

Colheita feliz e BBB se equivalem, sem mais. Fico com nojo só porque todo mundo gosta, então a parte fresca da história novamente sou eu.

Piercing no nariz e na sobrancelha pra mim não são indicativos de personalidade, e sim de frescura. No nariz parece uma espinha e na sobrancelha não existe coisa mais incomodativa de acordo com todas as pessoas que eu conheço e já usaram. Personalidade é se sentir bem com aquilo. Frescura é querer fazer pra mostrar para os outros. Na boca eu não vou nem comentar.

Sem mais, quanta frescura!

Mulheres que decidem

Oi povo. Fiz um texto pra uma publicação daqui da cidade e achei bacana. A Vivi (@ViviMiyakawa) e ela achou bão também, então quero dividir com vocês.

A beleza de ser mulher não pode ser resumida nem medida. Ela reside em peculiaridades, é ressaltada e eclipsada em cada detalhe, influencia na personalidade. Independe de aspectos físicos, não distingue cor ou credo, é apenas inerente ao “ser mulher”.

Tanto poder interior se transforma em garra, atitude e força de vontade. Quando coloca um projeto em prática, a mulher não o abandona por qualquer percalço, por mais intransponível que pareça. Talvez pela paciência que lhe é peculiar, por saber que uma gestação pede tempo e atenção ou, quem sabe, pelo mais simples e óbvio motivo: ela quer que dê certo. Com persistência, dedicação e carinho, investe tempo e recursos para atingir seu objetivo profissional com a certeza de que será bem sucedida. Acima de tudo são seres que brilham. Os olhos, o sorriso, a aura da mulher realizada podem ser facilmente reconhecidos.

A tendência mundial mostra mulheres cada vez mais inseridas no mercado de trabalho, inclusive ocupando altos cargos em grandes organizações em nível de paridade com os homens. O preconceito ainda existe, mesmo que infundado, e pode ser percebido em maior ou menor grau em partes diferentes do globo – a depender dos aspectos culturais de cada povo.

Em Teixeira de Freitas a situação é um pouco diferente: aqui, as mulheres marcam presença em diversos setores sem causar qualquer estranheza. E tal fenômeno não é recente: desde o surgimento do povoado, o sexo feminino mostra que não é nada frágil. Muito pelo contrário.

As mulheres também contribuem para a definição os rumos da economia local. Seja por sua atuação política ou gestão empresarial, sua força é inegável e seus argumentos são irrefutáveis, fazendo imprescindível sua participação em tomadas de decisões. Devem ser tratadas como as excelentes profissionais que são, procuram dar tudo de si para suplantar possíveis desconfianças de poucos preconceituosos. Esta luta constante faz de seu poder de superação uma bateria extra para sua vibrante energia vital, fortalecendo e confortando nos momentos de insegurança.

Não é raro encontrar o nome de uma mulher como fundadora de empreendimentos que fazem parte da história do município. Da mesma forma, é comum perceber que a delicadeza, tida como preceito básico da feminilidade, não impede que uma proprietária possa reger com mão firme um grande número de funcionários, filiais e consumidores. Competentes e bem sucedidas, têm consciência de que a habilidade inata de administra (outra das qualidades comuns ao feminino) é sua eterna aliada.

Outro dos pontos fortes das mulheres-empresárias é público e notório: são completas. Profissionais capacitadas e arrojadas, mães dedicadas, esposas atenciosas, filhas carinhosas e, quando o corre-corre diário permite um pouco de lazer, mostram seus dotes: doceiras, bordadeiras, atrizes, cozinheiras, cantoras...

Alguns dos mais renomados empreendimentos sediados em Teixeira são dirigidos por empresárias, mesmo em setores tidos como tipicamente masculinos: automobilístico, postos de combustíveis, materiais de construção, eletrificação, agropecuário e agronegócio, dentre outros. Aliás, seria injusto citar tão poucos segmentos, visto que a presença feminina é notável certamente em todas as frentes de atuação.

Respeitadas por colegas, fornecedores, familiares, colaboradores, clientes e parceiros de negócios, são exemplos de talento e determinação. Sem perder o charme, imprimem seu estilo em ordens e procedimentos, usando de astúcia e graça para atingir seus objetivos.

As calçadas de Teixeira de Freitas aparentemente não foram feitas para o salto alto. Degraus altos, pedras, buracos. Mas, em síntese, mulheres são guerreiras, equilibram-se onde for preciso para seguir sua trajetória rumo ao sucesso e realização pessoal, trazendo consigo os que fizeram por merecer seu amor e confiança.


Nossas vidas entrelaçadas

E parece que tudo mudou pra gente.

Tudo que a gente vinha querendo realizar, nossas vontades, nossos sonhos. Tudo que não tava bom e precisava ser defenestrado.

A My tá com um bom emprego, trabalhando tanto quanto ela sempre gostou. E ainda chega em casa e tem o B, todo gostoso e cheiroso, saudável e com um belo sorriso todinho pra ela!

A Laura também tá trabalhando. Aliás, adoraria conhecer a loja em que ela trabalha, adoro artigos esportivos! Deve conhecer muita gente legal, fora que trabalha em um shopping: a paquera corre solta!

A Dê finalmente entendeu que é talentosa, genial, perspicaz, linda. Recém contratada pela Revista MAD, escreve textos primorosos pro blog e pra revista impressa. Ela tá se tornando uma baita humorista, tem o texto das melhores revistas do segmento, tipo Piauí e a inesquecível Bundas. Além disso, reestilizou noFFo blog e fez o layout

A Toti estuda enlouquecidamente, como sempre, monografa, monografa, monografa. Sem bem que, considerando que ela somos nós, ou que nós duas formamos ela, e ela sou eu, ela tá duografando. E considerando que eu sou duas agora, ela tá trigrafando? Tô confusa.

E eu queria tanto ir na formatura das gurias. Dê se forma em setembro, no mesmo findi do casamento do meu cunhado, e a Toti em dezembro. Eu ia. Já tava vendo passagem, aproveitaria pra passar o Natal com minha família, em Canoas.

Aí o exame dá positivo. Todos os planos mudam, até as roupas. Medinho de apertar a barriga, medo de atrapalhar o crescimento do meu filho. Ou filha. Enfim, tô cuidando da formação de um ser humano. Feliz que chega a doer, animada que chega a irritar, dengosa que chega a enojar.

Todas mega ocupadas, todas encaminhadas. E continuamos nos amando!!

opa

Olá meninas. Espero que vocês goste da surpresa. O blog está de cara nova, mais organizadinho, limpinho e cheirosinho, pra marcar um pouco das mudanças que ocorreram nas nossas vidas e das pessoas que nos acompanham nesses dois anos da mais melosa acidez.
Vou postar um texto que a maioria já conhece. Postei no meu blog em junho, mas ainda estava inacabado. Não acho que agora ele esteja completo, mas acredito que seria legal dividir com vocês, não a historia em si (porque ela não é importante), mas a lição que se tira disso.

É engraçado o que a fama faz com as pessoas. Não me refiro à artistas, mas a nós, espectadores.
Essa é a história.
No dia 30 de abril, recebi um recado no meu twitter dizendo "da seu msn ai que vou te comer". Que alegria, finalmente alguém quis me comer, e não era qualquer pessoa. Era uma pessoa que eu admirava e desejava. Quem sabe não desejasse por desejar, mas porque todo mundo também o queria. Entrei na brincadeira e passei um msn falso (temendo que fosse uma brincadeira) pra ver onde aquilo ia acabar.
Simples. É Famoso. E isso é bom. Bom pra nós, mortais. Porque nos sentimos importantes. Por um momento na minha vida eu pensei: eu devo ter alguma coisa que de certa forma atrai ele.
Porque é fácil gostar do cara que aparece na tv. Ele é bonito, é inteligente.. tem um monte de meninas querendo dar pra ele.
É fácil gostar. É mais fácil gostar quando tu recebe um minuto de atenção, e que esse minuto, essa resposta..consegue te deixar feliz pelo resto do dia.
É fácil gostar porque você não conhece, porque a única coisa que sabe é o que ta no google. Porque aparentemente ele não tem problemas. E porque na nossa miserável insignificância, imaginamos 'como seria legal viver neste mundo'.
Indiretamente queremos ser coadjuvantes, mesmo que pra isso tenhamos que nos rebaixar. Buscamos ter intimidade com alguém, expomos a nossa intimidade, sem ter qualquer afinidade pra isso.

O final.

Nos rebaixamos, como eu fiz no twitter, e hoje eu me pergunto, quatro meses depois: valeu a pena?
Valeu a pena ficar com fama de vagabunda, pra alguém que me da a mesma atenção que da às outras 200 mil fãs?
Hoje eu penso: o que eu tava querendo provar pra alguém que tem a seguinte visão de mim: “A gostosa do RS que não mostra os peitos na webcam” (como ele mesmo disse pra mil pessoas, num chat).
Eu sei que eu não sou isso (não sou gostosa também). Não cheguei até aqui pra ser lembrada dessa forma. É uma coisa que me magoa profundamente e que um dia eu sei que muitas de vocês (leitores) vão entender.

Aqui eu citei um exemplo que aconteceu comigo mas que pode acontecer com outras proporções com vocês.
Eu vejo meninas fazendo isso no twitter e pergunto: onde vocês querem chegar com isso?
Se querem dar, que ótimo..pra ele. Vocês serão apenas mais uma na lista.

E o meu medo é quando elas respondem “vale a pena”.

Acho que sou muito trouxa por acreditar que ainda existam pessoas com valores, que não sejam no buytter.