Com licença a todos.

Eu só queria 'homenagear' as amizades verdadeiras que resistem ao tempo.

Eu e a Lela (essa da foto) somos amigas desde que nos conhecemos por gente. Falta a Lelly, nossa outra parte do triângulo. Uma sem a outra nao somos nada, ou somos muito pouco. A gente é bastante diferente. Elas adoram pagode, sempre fui do rock. A Lela se emburra fácil, eu me irrito fácil a Lely se indigna fácil. 2 gremistas contra 1 colorada. Nossas famílias se conhecem. Sabem bem quem somos. Confiam tanto na gente quanto nós uma na outra.

Eu sinto falta delas. A Lely tá morando em Santa Maria, estudando horrores pra vestibular. A Lela trabalhando, tá se mudando esse final de semana pra outra cidade, aqui pertinho, mas se já era difícil de nos vermos morando há 2km uma da outra, imagine 10km.

Enfim, cada uma fazendo sua vida e sua história. Eu amo elas demais. É aquela coisa de mesmo longe, estamos juntas. Vira e mexe e uma corre pra outra pra pedir socorro, pra dividir algum acontecimento.

Por isso eu peço, a todos vocês que também são meus amigos, não me deixem desacreditar nas coisas, não me deixem desacreditar na amizade verdadeira, não me deixem desacreditar nas pessoas e acima de tudo, não me deixem.

Dane-se o mundo


Me desculpem a cara de choro. Me desculpem a foto de má qualidade. Lamento por isso, mas eu quero expressar exatamente o que sinto.

Tenho feito bastante coisa nesses últimos dias, mas parece que não fiz nada além de chorar e esconder as lágrimas. Estou triste, triste e triste. Eu não aguento mais rir com vontade de chorar, abafar o som da respiração agitada. Estou triste e só.

Eu sou falsa, eu demonstro estar feliz, dou ânimo para as pessoas ficarem alegre a ponto de ouvir numa entrevista: tu é a pessoa mais engraçada que conheci. Mas o coraçãozinho dói. Essa porcaria de coraçãozinho está em frangalhos e reclama.

Eu me sinto só. Eu tenho visto paredes e livros o tempo todo. To me anojando de computador, essa coisa que me proporciona muitas alegrias ao conversar com as pessoas que adoro e moram longe, mas que me distanciam de quem está perto. Meu primeiro bom dia vem via MSN e normalmente é da minha mãe, que mora na mesma casa que eu. É bem verdade que eu mesma tenho me afastado das minhas colegas, mas não sinto amizade verdadeira na maioria delas e isso me deixa mal.Meus primos tão sempre na correria, só recebo algum scrap de vez enquanto. sexta, sábado, domingo, segunda... to na frente dessa coisa aqui.

Não levem pro lado pessoal, mas computador não tem cheiro, não tem gosto, não tem sentimentos. Computador é frio e não me abraça. Computador não me dá colo e muito menos enxuga minhas lágrimas. Paredes e livros, embora me deixam segura, também são frios.

E eu não culpo ninguém, tenho sido uma péssima companhia. Eu quero sair de casa, caminhar sem rumo, tomar um sorvete, ver vitrines, rir do povo que passa e não me percebe, mas até meu mp4 já enjoou dos meus ouvidos...

Me entristece... me sinto sozinha... e choro. Eu tenho vergonha de chorar. Eu tinha vergonha da tristeza.

Eu só quero mudar.

Baita profissional

Impressionante o quanto uma frase impensada pode mudar todo o conceito que tu demorou tempo pra construir. Tudo o que tu demonstrou ser, pode ir morro abaixo.
Cérebro.
Ó cérebro. Por que me deixaste quando eu mais precisei ser racional?
Tá, não adianta chorar nem espernear, o negócio é seguir em frente. Talvez o fato de eu ter 21 anos e saber tão pouco da vida tenha contribuído para que o egoísmo puro tomasse conta desse serzinho aqui e aflorasse a criança existente em minha personalidade que insiste em não dormir.
Pois é, faz 5 meses que pedi demissão do meu antigo emprego. Eu nunca tive preguiça ou desânimo em trabalhar, sempre procurei minha independência, desde criança, e não depender dos pais significa muito pra mim. Não só dos pais, mas não depender de ninguém. Meu pedido de demissão nada teve a ver com isso, foi por motivos de exploração mesmo e falta de tempo pra me dedicar à minha prioridade: faculdade.
Óbvio que foram graças a meus pais que pude me demitir, pois assumiriam minhas contas, porém, como meu pai estava precisando de um funcionário, cá estou eu trabalhando com ele. Apesar que meus pais me proporcionaram muita outra coisa: fazia dança, fazia teatro, fiz curso de inglês, cursinho de português e agora uma faculdade. Acrescenta no currículo mas experiência também conta.
Aprendo bem mais com meu pai do que no meu antigo emprego, fora que não tenho incomodações maiores! Eu decidi que não quero ser uma advogada de merda, que não sabe nem o que está falando. Na verdade, não sei se quero advogar, mas quero ser uma profissional, séria e compentente. Sei que não tenho grandes qualificações por enquanto, não sou um exemplo, mas como dizem, se até cancêr progride, porque eu não posso?
Eu to me dedicando à faculdade, mesmo que eu não acredite que provas valham alguma coisa, minhas notas mostram isso, pelo menos na hora de resolver uma prova, eu consigo raciocinar um pouco. Não quero mais ser estudante medíocre.
Não quero ser medíocre.
Ah, os meus defeitos... como me destrói! Destróem minha consciência, segurança e paz interior. Dói!
Me sinto pior que uma prostituta.
A prostituta pra ganhar dinheiro/sobreviver vende o corpo, eu vendo minha alma.

Pra quem acredita, o corpo morre, a alma é eterna.

No limite da ansiedade

Que eu sou uma pessoa ansiosa não é novidade pra ninguém. Achei que não fosse tão perceptível até ler o seguinte diálogo:

Thiago: Preciso de umas imagens para caneta, chaveiros, etc...
Fabio: ok, pode deixar que eu faço.
Thiago: Tá pronto? Tônia mode!

Tá, tudo bem, foi engraçado, eu mesma ri disso. Mas a minha ansiedade está no limite, me fazendo mal mesmo. Eu mesma não me ajudo. Resolvi comprar um celular via internet, o qual, o prazo de entrega é 7 dias ÚTEIS. Esse ÚTEIS já me matou. Comprei na segunda, achei que no máximo dos máximos, até a outra segunda já estaria com ele nas mãos, mas não, data de entrega: na quarta. Sabe o que são 2 dias pra quem tá esperando? A ETERNIDADE. Juro que é.

Eu e a Ana ainda brincamos com isso, na segunda-feira mesmo, após comprar o celular e contar pra ela que tinha feito, assim que saí do MSN recebo uma mensagem dela (Ana) perguntando: Já chegou?! A semana toda nossas conversas iniciaram com isso 'já chegou?', 'não chegou'.

Mas é assim, maldita mania de querer as coisas pra ontem. Não consigo dormir se sei que tenho algo pendente. Por este motivo eu não aprendi a fazer bordados, coisa normal de guria do interior aprender. hehehe. Até tentei, ponto-cruz e assim por diante, mas quando eu começava, eu tinha que terminar logo, não aguentaria esperar tanto pra ver como tinha ficado. Assim me apressava e ficava uma porcaria, horrível. Já dizem que a pressa é inimiga da perfeição. Acabar a linha no sábado de noite ou no domingo era a morte. Não, não vou me torturar mais, nunca mais bordei nada.

Esperar pessoas também. É a morte. POR FAVOR, GENTES, é uma súplica: se combinarem comigo, compareçam!!!! E POR FAVOR - II - a missão: combinem com pelo menos 1 dia de antecedência, também detesto ficar tudo pra última hora se tenho outros afazeres já PHode tudo porque deixar o que to fazendo, para depois... é garantida a ansiedade dupla: dobro de comida, bebida, e juro: o coração palpita a ponto que querer sair pela boca.

Eu tento me controlar e até que consigo, mas fico tensa demais. Eu também quero me ajudar, mas preciso da colaboração das pessoas. Ô se preciso. Não aguento mais viver essa adrenalida diária, vou morrer cedo desse jeito.

ME AJUDEM!!!

Renuncio meu direito de ficar calada

Caraleo, com licença, mas eu preciso desabafar:

Eu to de cara!!

Não somente pelo fato em si, mas pela falta de consideração com o amigo. Alguém que deu sangue e suor para o barco não virar. Alguém que recusou propostas por simples amor à camiseta do seu time, ser simplesmente colocado no paredão e banido, como se simplesmente não existisse. Onde está a justiça nisso tudo?

Venho por meio desta (obrigada curso de Direito), prestar a minha solidariedade ao amigo que tanto estimo. Mais que amiga, sou uma fã incondicional, que aprendeu e ainda aprende muito com essa pessoa maravilhosa que conheci. Agradeço muito o dia em que você surgiu na minha vida.

Eu não consigo aceitar injustiça quieta, mas não sei o que fazer também. Tomo sim suas dores, embora você insista que está tudo bem. Não consigo aceitar a falta de consideração que tiveram contigo colocando tantos alegrias que tu nos deu, assim, no lixo, como se nada estivesse acontecendo.

Não sei o que acontece 'nos bastidores' desse mundo em que você vive, mas os motivos apresentados para mim, foram nada convincentes. Sentimos muito a sua falta, as coisas sem você não é mais a mesma, simplesmente porque deixou de ser verdadeira. Não sou trouxa, não nasci para ser enganada por mídias baratas e pela busca incessante do capital.

Mas continuaremos sempre firmes e fortes...

Somos Péssimos, muito antes de ser "do Cafezinho".

Robinho neles!

Ontem à noite tive um deja vu (oi Fábio!) assustador.
O Robinho, agora jogador do Machester City, chegou à concentração da selecinha do Dunga atrasado e trouxe consigo um reforço: Dudu Nobre. O pagode correu solto a tarde toda, quando eles deveriam treinar.
Sabe o que me lembrou? Olimpíada de Pequim, selecinha chegando pra jogar contra a Argentina. Desceram do ônibus ainda com os pandeiros e repiques nas mãos, “deixa a vida me levar, vida leva eu”.
Dá pra esses merdas levarem um pouco mais a sério uma das poucas diversões gratuitas que o povo ainda tem?

"deixa eu te abraçar, não sei quando te vejo de novo"


(serei totalmente egoísta neste post)

Dizem algumas crenças que voltamos várias vezes (aliteração detected) a este mundo para aperfeiçoar nossa alma.

No meu caso, alguma coisa saiu errada, acho. Eu voltei sem ter morrido!

Quando conheci a Tônia achei que ela era meu alter ego, mas pra isso existe a Tapada de Nojo. Depois, fui achando que era só identificação, somos amigas e só as semelhanças vinham aparecendo, devia ser impressão e só.

Mas depois da festa da rádio eu comecei a me assustar com as coisas. O Dani Iserhard e o Fábio Petry tiveram a certeza de que sua audição é estéreo, porque eles escutavam exatamente as mesmas coisas ao mesmo tempo, só que a gente (a Toti e eu) nem tinha ensaiado nada!

Agora o tempo vai passando, as situações acontecem no mesmo dia, as frases vêm no MSN ao mesmo tempo, uma responde a pergunta da outra sem que ela tenha perguntado – mas pensou em perguntar – até o ápice, na sexta-feira passada: rasgamos nossas calças preferidas. A Toti ao tirar do varal, eu ao descer do ônibus.

Fora a bota preta peludinha que nos derrubou, os cachorros que mais parecem cópias caninas de nós mesmas, a família indescritível, os amigos que amamos.

Hoje a Toti ta de aniversário e eu me senti com 32 anos. Ta, parei.

O mais legal de tudo é que, conhecendo a Tônia, eu to conseguindo resgatar quem eu era. Lembrei da leveza com que eu sempre encarei a vida, tirei as nuvens acinzentadas que vinham me rondando, resgatei minhas roupas pretas – eu tinha esquecido que sempre tive um estilo específico pra me vestir -, voltei a ser uma peFFoa feliz.

Toti, sei que deveria te dizer “parabéns, muitas felicidades, sorte, oportunidades, força e tudo mais que vida puder te trazer de bom”, mas disso tudo tu já sabe.

Eu preciso é te agradecer por ser quem tu é e por ter resgatado quem eu sou.

Lilás, queria também te deixar de “sobreaviso”: cuidado pra não fazer as mesmas merdas que eu, de repente não tem uma guriazinha de 11 anos pra ser a outra de nós!

Te amo, me amo, sei lá, me perdi!

Quando eu crescer...

Adoro quando encontro pessoas que escrevem o que eu queria ter dito mas ainda não tenho capacidade. Ainda, pois quando eu crescer, quero ser a Lya Luft!!

Cancao das Mulheres - Lya Luft


Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não saia batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos por que estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem, que o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo mais um pouco – em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo “Olha que estou tendo muita paciência com você”.
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”.
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Poxa, mais um?”.
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro – filho, amigo, amante, marido – não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa – uma mulher.